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Apegado a mim
Cotão do meu mesmo seio
que nas entranhas teci,
cotãozinho friorento,
vem, dorme apegado a mim!
A perdiz dorme no trevo,
vai sua batida a ouvir.
Não se perturbe do alento,
vem, dorme apegado a mim!
Tremente erva esverdeada,
se do assombro vive assim,
não se solte do meu peito:
vem, dorme apegado a mim!
Eu tudo tenho perdido,
tremo agora ao dormir.
Não se escorra do meu braço:
vem, dorme apegado a mim!
O mar, suas milhares ondas
balança divino.
Ouvindo amorosos os mares,
balanço meu filho.
Errantes os ventos na noite
balançam aos trigos.
Eu ouço amorosos os ventos,
balanço meu filho.
Deus pai, aos seus milhares mundos
balança sem ruído.
Sentindo suas mãos na sombra,
balanço meu filho.