Ligório Nery
Poeta recién llegado
Passam-se muitas luzes
Até o quarto
Poros, paredes, janelas
Arestas cambaleantes irreais...
Insinuações oníricas
Trazem gritos, movimentos...!
Sementes das fábulas
Enxertam desejos e medos
Para num fluir inusitado da alma
Derramá-los...!
O quarto está solto no terceiro sono...
Minha alma diminuta
Vasculha a insignificância do desespero das horas
Que alucinadas, fogem pelo destino...
Do vácuo da realidade
Suspensa no leito
Abrem-se arcas
Exalam-se essências obscuras...
Estrelas indicam a inexistência
Do teto...Do quarto...Do sono...
Até um levantar de pápebras
Luz fosca, corredor, acordes...
Voz e penumbras entre mundos
Queda de pétalas, pálpebras recaem
Adormecida, uma mulher guarda a saída do sonho
Enquanto notas insistem em sair do instrumento mudo
Como ecos do sono
Ao lado do leito
Do silêncio...
Até o quarto
Poros, paredes, janelas
Arestas cambaleantes irreais...
Insinuações oníricas
Trazem gritos, movimentos...!
Sementes das fábulas
Enxertam desejos e medos
Para num fluir inusitado da alma
Derramá-los...!
O quarto está solto no terceiro sono...
Minha alma diminuta
Vasculha a insignificância do desespero das horas
Que alucinadas, fogem pelo destino...
Do vácuo da realidade
Suspensa no leito
Abrem-se arcas
Exalam-se essências obscuras...
Estrelas indicam a inexistência
Do teto...Do quarto...Do sono...
Até um levantar de pápebras
Luz fosca, corredor, acordes...
Voz e penumbras entre mundos
Queda de pétalas, pálpebras recaem
Adormecida, uma mulher guarda a saída do sonho
Enquanto notas insistem em sair do instrumento mudo
Como ecos do sono
Ao lado do leito
Do silêncio...